Presidente Prudente

Educadoras Infantis de Prudente fazem greve pela Lei 15.326/2026

Em greve nesta terça-feira (5), categoria tomou a rampa da Prefeitura e cobrou da administração municipal o cumprimento da Lei Federal nº 15.326/2026,  que garante direitos à categoria. Em vez das salas de aula, o destino da educadoras infantis foi a rampa do Paço Municipal, onde a categoria se reuniu em peso para luta por seus direitos. 

A paralisação foi aprovada na noite do dia 29 de abril, em assembleia realizada na sede do Sintrapp, depois que as negociações com a administração municipal emperraram. A resposta da categoria foi de que “sem avanços nas negociações, a luta vai para as ruas”.

E foi com muita luta que as trabalhadoras ocuparam a rampa da Prefeitura. Cartazes pedindo respeito à lei, apitos, cornetas, vuvuzelas, músicas e palavras de ordem ao microfone mostraram que a categoria está unida e não vai recuar. A lei existe, precisa ser cumprida.

Na mesa de negociação

No fim da manhã, representantes do Sintrapp e da comissão das educadoras se sentaram frente a frente com a administração municipal. A reunião contou também com a presença de um deputado estadual e uma deputada estadual que acompanham e apoiam a luta da categoria, além do presidente da Câmara de Vereadores de Prudente.

Os pontos destacados pelas educadoras não são novidade, mas seguem sem solução: a alteração da nomenclatura do cargo e a definição da jornada de trabalho. A Prefeitura quer reduzir a carga horária para 30 horas semanais. As educadoras não aceitam: exigem equiparação com os demais professores do município, em 33 horas, ou ao menos a manutenção das 32 horas que já cumprem hoje.

O salário que a lei garante

A questão do piso salarial também permanece em aberto. A Prefeitura propõe pagar o salário conforme a lei de forma escalonada, em porcentagens parciais até 2028. As educadoras afirmam que podem aceitar uma transição, mas exigem transparência: “Podemos aceitar que o pagamento seja feito desta forma, porém precisamos que a Prefeitura comprove que não há condições de pagar o piso com maior agilidade.” Sem provas concretas, a proposta não passa de promessa.

Ao fim da reunião, os representantes da administração se comprometeram a avaliar as reivindicações da categoria e apresentar uma minuta com uma nova proposta. Acompanhe, nas redes sociais do Sintrapp, novidades sobre a luta das educadoras infantis de Prudente.

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