Sintrapp participa de Conferência Estadual LGBTQIAPN+

Entre os dias 01º e 03 de agosto aconteceu a 4ª Conferência Estadual de Políticas e Direitos Humanos da Comunidade LGBTQIAPN+. A diretora Alice Capatto participou do evento e contribuiu com as discussões. Por meio da participação, o Sintrapp reforçou seu compromisso com a diversidade no serviço público e com o respeito a todas e todos.
O tema e foco da etapa estadual, que serve como preparação para a conferência nacional, foi a construção de uma política nacional dos direitos das pessoas LGBTQIAPN+. A diretora Alice conta que “é muito importante que este tipo de iniciativa exista para que possamos nos reunir e pensar naquilo que é prioridade para esta parcela da população que, assim como tantas outras, sofre por ser quem é”.
A etapa estadual faz parte das preparações para a realização da Conferência Nacional e foi pautada por eixos temáticos que discutiram o Enfrentamento à violência, Trabalho digno e geração de renda, Interseccionalidade e internacionalização, Institucionalização da Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBT+ e Saúde integral da população LGBT+.
A diretora Alice acrescenta que é nas comunidades e nas vozes historicamente silenciadas que nascem as soluções para os problemas reais. “Não há política pública legítima sem a participação direta de quem vive as violências, as ausências e as urgências cotidianas”, comenta.
O Sintrapp acredita que a construção de um Brasil mais justo, democrático e plural passa, necessariamente, pela escuta ativa e participação direta da população LGBTQIAPN+ nas decisões do Estado. A realização da Conferência Nacional LGBTQIAPN+ é urgente, necessária e inegociável. Saúde, educação, segurança pública, moradia e direitos sociais não se constroem com decisões unilaterais, feitas por quem está distante da realidade do povo. São conquistas que nascem da luta coletiva, da escuta das bases e da formulação feita por quem sente, todos os dias, o peso da exclusão, da violência e da falta de acesso.
O Sintrapp segue lado a lado com os movimentos sociais e com todas as pessoas LGBTQIAPN+ que constroem cotidianamente o serviço público, enfrentam o preconceito e seguem firmes exigindo aquilo que é básico: respeito, dignidade e participação social.



